Decidir é se arriscar

Nossas escolhas são riscos que assumimos perante situações da vida. Pensar dessa forma torna tudo mais complexo, não é mesmo? Mas é preciso.

Por mais simples que seja, qualquer ação pressupõe uma decisão mental, geralmente baseada em intuição e certo grau de raciocínio. Exemplo: se pela manhã colocamos uma bota para trabalhar, vai ficar super na moda, mas arriscamos sentir calor às 11h e ficar irritado com o tempo louco da cidade (leia-se Juiz de Fora). Não pegar o primeiro ônibus que parou no ponto, porque ele está cheio, cria a possibilidade de entrar no próximo mais vazio ou de ficar outros 10 minutos aguardando, em pé, tomando chuva e – graças à Lei de Murphy – ir em outro coletivo mais cheio ainda.

Sabendo que tudo é consequência daquele pequeno instante onde ouvimos, dentro da gente, “É isso que vou fazer”, envolvemos no processo decisório vários campos lógicos e emotivos. Buscamos o feeling, o tal do sexto sentido, uma pitada de sensatez e outra de paixão, vontade. E rezamos pra que essa mistura seja a melhor e gere coisas boas, como ganhar tempo, conforto, bem-estar, satisfação, sucesso, dinheiro. Porém esta é uma via de mão-dupla e há chances do fluxo caminhar para o extremo oposto do que queremos – em direção à raiva, frustração, impaciência, desilusão, impotência.

A vida é um jogo de incertezas, é um desafio a cada passo. O jeito é… pagar pra ver.

Acredito que as decisões mais difíceis que tomamos diariamente acontece na convivência com as pessoas. Dizer “Sim”, “Não”, “Talvez”, “Eu te amo”, “Me esquece” carrega riscos elevadíssimos! Porque não temos o controle do que virá a seguir, somos desprotegidos da reação do outro. Ficamos à mercê de sua interpretação e da escolha que ele fará a partir do que colocamos à sua frente. E voltar atrás não conserta estragos.

Por isso, é fundamental ter o máximo de cautela antes de agir e aprender com os resultados de nossos atos. “Deixa a vida me levar” não é uma boa filosofia para encarar o amanhã. É preciso correr atrás, meter a cara, fazer escolhas que julga corretas, ainda que elas se mostrem incorretas posteriormente. E nunca se arrepender do que fez. Mas do que deixou de fazer.

(PS: Estou satisfeita com as escolhas que fiz.)

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