“Amai-vos uns aos outros”

A cabanaExistem diversas perguntas que martelam dentro de mim sobre fé, criadas pela minha limitação humana, incompreensão sobre conteúdos da Bíblia, sobre o que ouço de pessoas mais entendidas e sobre o meu próprio contato com a realidade. Na busca em responder tais dúvidas, depois de ver o filme “OS Dez mandamentos” (muito bom, inclusive), encontrei o livro “A cabana” e o devorei o mais rápido que pude. Nele estavam alguns dos meus questionamentos e “respostas” – que me geraram uma nova dúvida: são celestiais, reais ou mais uma criação artística a ser apreendida considerando sua intermediação humana e, de certa forma, subjetiva?

Mas é inegável o efeito que os diálogos ali expressos fizeram comigo. O enredo traz análises e explicações que me fazem (ou fariam) compreender mais facilmente como chegamos até aqui, porque passamos por certas situações e quais atitudes devemos tomar na busca pela utópica “vida plena”. A conversa entre o protagonista e a Trindade Santa é muito real, a ponto de você esquecer que existe um narrador descrevendo os fatos. Entretanto, ele nos dá um banho de água fria no Posfácio, com o retorno da história à realidade terrena (atual) e com a publicidade de outras obras relacionadas ao assunto e ao autor.

O encontro-base do livro pode ter sido hipotético ou verídico. Independente disto, muitos dos assuntos abordados me fascinam. Em diversos momentos, inclusive, evidencia-se a importância das ESCOLHAS que permeiam tudo no mundo desde a Criação, e as consequências do que é o livre-arbítrio para a humanidade – tudo a ver com o mote desse blog. Por isso, quero me aprofundar mais sobre o livro. Para este primeiro texto, como estamos na Semana Santa, é interessante começarmos com algumas frases sobre o que significou esta etapa na vida de Jesus (reunidas em uma sequência lógica para melhor entendimento):

Cruz

Querido, você me perguntou o que Jesus realizou na cruz. Então agora me ouça com cuidado: a morte dele e sua ressurreição foram a razão pela qual eu agora estou totalmente reconciliado com o mundo. (p. 130) Em Jesus eu perdoei todos os humanos por seus pecados contra mim, mas só alguns escolheram relacionar-se comigo. (…) você não vê que o perdão é um poder incrível, um poder que você compartilha conosco, um poder que Jesus dá a todos em quem ele reside, para que a reconciliação possa crescer? Quando Jesus perdoou os que o pregaram à cruz, eles deixaram de dever qualquer coisa, tanto a ele quanto a mim. No meu relacionamento com aqueles homens, jamais falarei do que eles fizeram nem irei envergonhá-los ou constrangê-los. (p. 152) Não uso humilhação, nem culpa, nem condenação. Elas não produzem uma fagulha de plenitude ou de justiça, e por isso foram pregadas em Jesus na cruz. (p. 151). Por amor, Ele escolheu o caminho da cruz, onde a misericórdia triunfa sobre a justiça por causa do amor. (p. 109).

Confesso que muitas dessas afirmações são complexas de entender. O Filho de Deus precisou passar por tudo o que viveu para assumir por nós os pecados que cometemos e cometeríamos, para redimir o povo das más escolhas feitas e por fazer. Complicado, né?  Deus enviou Jesus para que ele vivesse por todos tudo o que nos afastava Dele e para nos mostrar como nos aproximaríamos Dele. Ele mostrou, provou o que é perdão e a amplitude desse ato de amor e compaixão. Jesus é, portanto, um professor, e suas palavras – seja na Bíblia, na interpretação de um sacerdote ou nas linhas de um livro – precisam ser assimiladas por nós.

Tiveram situações nos últimos tempos em que olhei pro Céu e pra Terra e disse: “Faz tudo de novo, Senhor, porque a humanidade não deu certo” (começo pela adoração de um cabrito de ouro por parte do povo de Israel enquanto Moisés recebe a tábua dos Dez mandamentos; aquilo me deixa in-di-g-na-da!). Mas Ele entende de outra forma e enxerga um propósito que nós só vamos entender quando Ele quiser. Até lá, meu Deus, me guie então pela misericórdia e certeza de que tudo será realizado conforme a Sua vontade. E me faça compreender como a Trindade pode agir por mim para que eu seja instrumento de fé e paz. Amém!

jesus20ressuscitado

 

 

Referências:

A Cabana, William P. Young. Editora Arqueiro. 2012.

Figura 1: http://www.google.com.br

Figura 2: http://brasilescola.uol.com.br/historia/origem-da-semana-santa.htm

Fig.3: http://t.r4.com.br/templates/nsfatima/www.nsfatimamarialva.com.br/SUB/noticia

 

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